Sem edição

Vou escrevendo por aqui as coisas que ainda poucos sabem, aproveito para esbanjar o resto de energia que tenho e as ideias que flutuam. Não me interessa falar muito de mim, não tenho vontade de revelar os segredos das minhas contas, prefiro olhar para o mundo que me rodeia, esse sim é interessante, e esse sim é o meu espelho. Aquilo que se passa na minha rua acabará por acontecer no meio da minha sala. Não importa dizer que as portas de casa estão fechadas às influências, porque mais cedo ou mais tarde tudo entra nem que seja pela janela. Assim, prefiro jogar na antecipação e ir já olhando para o final da rua na tentativa de prever o que vai afetar o meu lar. Se há crise na rua não pode haver fartura em casa. Como posso sorrir dentro das minhas portas se na vizinhança há quem grite de fome? Até posso pintar as paredes de mil cores coloridas. Esta é a minha visão, esta é a minha janela. Sento-me na beirinha da lua para poder ver o mundo em que vivemos.

Tristão de Andrade

 

1 comentário a “Sem edição”

  1. Tens folhas soltas que procuram ansiosas olhos que leiam apreciem e te agradeçam a partilha…Não deixes que a mente relaxe,que se lixe o pensamento que ele obrigue a passar-te para a escrita tudo o que esse coração sente e gostava de pôr em prática.Agora talvez na hora da meditação da composição de letras melodias ou textos, sem musica, mas com sentimento…é agora que eu te digo não abandones esse teu poder de transmitir o que sentes ou aquilo que gostarias de deitar cá para fora e libertar esse coração ….Boa noite…Continua…beijinho

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