Isto (também) é a minha cidade…

O meu silêncio
é o barulho da cidade,
o trinar dos velhos carros,
nas vozes do povo
a mistura das gentes
em idiomas trocados.
São turistas e convidados
em acesa discussão,
é gente atrapalhada,
à toa,
a pisar o chão de Lisboa.

Isto é a minha cidade

aquela que não descansa
e acorda a olhar o Tejo,
atlântico que se amansa
nas águas que eu invejo

é a cidade da esperança
que não me viu nascer,
cá cheguei criança
à procura de crescer.

Minha mãe de adopção,
ó Lisboa tão querida
outra não era solução
para cidade da minha vida.

Tristão de Andrade

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