Gosto de ti.

Somos perfeitos na arte de complicar, e vagueamos frequentemente em auto-estradas retóricas. Derivamos inconscientemente do fácil ao difícil tornando o básico em complexo.
Quando devemos ser honestos, sinceros e directo não o somos e, ainda, recorremos a trincheiras linguísticas para escudo da nossa postura.

Somos mestres a edificar labirintos e a construir masmorras.

E para quê?

Às vezes bastava um simples “gosto de ti” e tudo ficava resolvido.

Mas, infelizmente, somos animais complexo com um gosto requintado para curvar nas rectas; e, assim, bloqueamos a oportunidade de deixar acontecer.

Na próxima vez antes de te limitares a atirar pedras ou preparar as garras para a guerra, pensa: “gosto de ti”. Começa por aí, e verás que tudo o resto deixa de ter importância. Se por acaso um dia deixares de gostar então não percas tempo e, simplesmente, parte sem te irritares.

Gosto de ti.

Tristão de Andrade

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