Ver o mundo do céu.


Estás no meu silêncio, nos meus olhos fechados, na minha cama cheia de saudade.
Ocupas-me mesmo quando não estás e chegas sempre que não vens.

Sou sempre teu e tu sabes sempre que me tens.

É AMOR e já o era ainda antes de sonhar que fosse. Um caminho traçado pela dificuldade.

Em ti a minha metade que vou buscar contra tudo e contra o mundo “sem perder um segundo” (como diz na canção).

Por agora és o meu silêncio,
os meus olhos fechados
e a minha cama cheia de saudade
mas um dia (meu amor)
serás o meu grito de liberdade.

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Apaixona-te.

Apaixona-te por quem te dá o sol pela manhã e a lua ao entardecer.
Por quem te ensina a não temer as dificuldades. Quem te mostra que perder é parte do teu sucesso. E, ainda te peço para te apaixonares por quem te provoca saudades.

Por quem te dá asas e liberdades para voares, cantares e sorrires.
Apaixona-te por quem nunca te deixa perdida,
e toda essa paixão
deves ter pela tua vida
porque é ela
que se for bem vivida
te vai proporcionar
todas as outras paixões.

Apaixona-te.

#tristaodeandrade

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Feita para brilhar.


Vejo-te ao longe como se fosses um ligeiro traço no céu, esforço o olhar, levanto a expressão, faço de tudo para confirmar que és realmente tu quem vai a passar. Vou sozinho, não posso pedir ajuda, mas os meus olhos confirmam aquilo que o meu coração tem certeza: és tu. Consigo-te quase sentir o cheiro, e se não fosse exagerar até dizia que daqui conseguia reconhecer o teu sabor. Há cabelos, jeitos, modos e tantas outras coisas que não enganam, não precisas vestir o teu casaco verde para eu saber que és tu, deixa-me confessar, conheço-te tão bem vestida como imagino nua. Já para não falar no andar majestoso, quiçá misterioso, onde apenas tu te consegues equilibrar. Eu gosto de o ver no meu sentido, mas agora dá-me a ideia que vais para lá. Vem para cá! Eu estou aqui. Fico atrevido, ganho vontade de gritar o teu nome, mas como poderia fazer-te escutar a minha voz sem ser em tom desesperado? Ganho vergonha, olho o chão, é o tudo ou nada, devo correr? As dúvidas são tantas num pedacinho de tempo que posso contar em cinco passos teus. Descuido-me e a proximidade faz-se agora longínqua, a oportunidade é um “já” que nunca se pode deixar para “depois”, os meus olhos começam a perder a tua imagem, e tu começas a ser apenas traço num céu distante onde sonhava ser eu a tua estrela cintilante.

Tristão de Andrade

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Porta Aberta.

Nunca me canso de dizer o quanto gosto e preciso de escrever com a porta aberta.

Eu sei que esta é a forma certa para percorrer o mundo dos sentimentos, das ideias e da vida. Pela janela deixo entrar a luz, uma ligeira corrente de ar e em troca liberto por lá o meu olhar que só termina no infinito.

Deixo sempre a porta aberta, convido-te a entrar, casa pequena que aperta mas nem assim a vou fechar. Peço-te que tragas as experiências, as tuas raivas, os dias de sol, as chuvas e as saraivas.

Eu aprendo contigo, tu cresces comigo; ensina-me onde fica o sul que eu logo te aponto o norte. E como me fazes sentir mais forte!

Assim vou escrevendo sem sair do meu lugar, sereno na minha aventura, e à espera da tua visita porque quando estás tudo é uma verdadeira descoberta.

Entendes agora porque só sei escrever de porta aberta?

Tristão de Andrade

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Agricultura do amor

Semeia quando fores a passar que eu sou as pernas secas que não conseguem parar de crescer na tua direção, as frases confusas que nunca queres organizar, e as palavras malucas que invento só para te dizer e explicar que o amor é tudo o que nós quisermos. Natureza estranha que edifica o monstro cruel em paraíso colorido. Deixa lá as horas, esquece a agenda apertada, hoje é tudo ou nada, vamos comprar um pedacinho de loucura à rua dos Prazeres, encher os mistérios da vida com razões que nunca ninguém quis explicar ou compreender, e no final da noite, ao deitar, reconstruímos com poesia a casinha de bonecas que sempre sonhaste ter. Fica assim; apática, serena, em moldes de frustração com tinta fresca a correr pelas paredes do teu coração. Aventura-te, aceita ordens de uma voz interior que só tu consegues escutar, diz-lhe que sim, segue-a, e descobrirás o teu caminho. Porque esperas? Agarra numa caneta, pincel, lápis ou cinzel e mãos à obra, revela-te e deixa o universo entrar em ti, já disse o poeta nos dias de ontem:” mostra a tua humildade no quanto permites que o mundo te conheça. Entrega-te”. Cria e recria a arte que tens e transportas, reconhece os valores que multiplicas, acredita-te na renovação dos bons sentimentos. E, se nos inícios tudo te parecer feio e descomposto compreende que o corpo já tens tu, e só te falta acrescentar sal e calor de Agosto. Eu cresci assim, e preciso que tu cresças comigo para juntos sermos maiores, mais artísticos, mais poetas. Demoras? Escreve cada palavra como se tratassem de poesias completas, lê cada linha com o sentimento de teres devorado um romance de mil páginas, e toma cada letra como se fosse tua, porque na verdade; é. Sabes? “Mesmo que te julgues uma frase sem sentido acredita que serás sempre a mais bela das poesias”. Escreve, escreve-te e escreve-me, sim, aceita-te na cor, forma e tamanho, e quanto ao resto pensa apenas que tudo não passa de crônicas medíocres de revistinhas de cordel. Tu és poesia por isso cuida, faz chover, acarinha e colhe. Tudo aquilo que plantares no teu peito crescerá na força do teu coração, e quando semeares em peito alheio verás o milagre da multiplicação. Por fim, quero que saibas e reconheças que és terreno fértil onde juntos acabámos de plantar a semente mais maravilhosa que o mundo dos Homens conhece: a poesia.

Tristão de Andrade

Foto – Fonte net

Sabes dizer que não?

Nós, os de boa alma, passamos os nossos dias à procura de consensos. Somos especialistas em tentar agradar, em promover a concórdia e a paz. “Pisamo-nos” e deixamos que nos esmaguem só e apenas para não levantarmos ondas.

Preferimos assumir os erros alheios a chamarmos guerras para a nossa porta. Somos máquinas de receios e profissionais do consentimento.

Sim. Eu, tu e nós somos assim. Quem já não é assim são os outros; os opressores, os agressores, os atrevidos, aqueles que nos empurram descaradamente contra as paredes das decisões, contra os nossos princípios mas sobretudo que nos forçam às batalhas da discussão.

Somos criados de um tal “sim” que não sabe dizer que “não”.
Criados para um fim que honra a educação.
Somos assim – resistentes – como se fossemos feitos de betão.

Tristão de Andrade