A Comunidade internacional e o 11 de Setembro!

Há datas em que é inevitável passar por cima, e hoje é uma delas. O mundo vira a sua atenção para a lembrança do 11 de Setembro e usa a ameaça de invasão à Síria como pano de fundo para a tensão global. Estão todos suficientemente nervosos para pensar em vítimas, andam demasiado ocupados em cerimónias para agradar a essa tal “comunidade internacional”. Mas afinal quem é ela?
É necessário esboroar para perceber onde surge este ser invisível que diz comandar tudo à distância com os seus poderes de omnipresença. Pois é, a “Comunidade Internacional” não é nada mais nada menos que uma bola de fogo que queima, mas na verdade não faz mal, mas também chateia porque ameaça estar de olho e garante ser o fiel da balança… mas nunca o é. Serve-se da comunicação social para receber e enviar mensagens, e utiliza ostensivamente o mesmo meio para se revitalizar junto das população. No fundo a “Comunidade Internacional” está para o mundo como o povo está para o estado. Lembro aquela máxima que diz que o estado é o povo, logo quem manda no estado é o povo. Isto é, a “Comunidade Internacional” é o conjunto de povos, logo…
Mas realmente a quem serve a “Comunidade Internacional”? A mesma que censura guerras em conferências de imprensa, lamenta a morte de crianças em horário nobre das televisões ou mesmo exige ações enérgicas nas páginas dos matutinos. Se olharmos para a reação dessa tal “Comunidade Internacional” ao acontecimento do 11 de Setembro o que vemos? Um jorro de críticas e lamentos, de juras de ódio e guerra, de ameaças de resposta e por aí adiante…
Verdade, observamos tudo isso, mas na realidade o que mudou? As horas infindáveis em aeroportos para cumprir novas regras de embarque? As novíssimas leis antiterrorismo que identificam seres malfeitores pelo tamanho das suas barbas? O apertar das normas de segurança sempre que um homem de “Estado” anda por perto? As perseguições em direto na TV?
Vemos, consumimos e vamo-nos deitar com uma segurança de fachada que nos embala num sono falso de que tudo ficará bem e seguro neste nosso mundo.
Então podemos concluir que a “Comunidade Internacional” é conteúdo televisivo. Cumpre-se em preencher horários nobres de televisão? Claro que sim. Esta é a verdadeira reposta. Ela, senhora poderosa, é um ator candidato ao Óscar que entra em cena a toda a hora, que serve e representa o lado bom da história em luta contra o lado negro. Mas isto tudo acontece lá dentro do mundo da informação porque na realidade não existe. Nunca vi a “Comunidade Internacional” pressionar e realizar materialmente algo. É manifestamente um ser virtual.
A criação do papão! Tudo não passa de uma figura construída por quem quer roubar bombons! Para não parecer mal é preciso contratar um senhor que venha a correr atrás de nós, que nos diga que é feio roubar, que nos puxe as orelhas sem fazer doer, e já agora que seja velhinho sem pernas para assim termos sempre a certeza que não somos apanhados.
Por isso vamos ouvir tudo aquilo que hoje a “Comunidade Internacional” vai dizer sobre este fatídico dia negro da história humana, sem nunca esquecer que quem lá ficou ou saltou daquelas janelas foram seres de carne e osso.

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